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Odontophrynus cultripes
Rio Grande Escuerzo, Sapinho-boi
family: Odontophrynidae

© 2003 Lucas Grandinetti (1 of 5)

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Conservation Status (definitions)
IUCN (Red List) Status Least Concern (LC)
CITES No CITES Listing
Other International Status Least Concern
National Status None
Regional Status None

   

 

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Descrição:
Um pequeno sapo (machos têm 5-7 cm CRC). Cabeça, vista de cima, arredondada, mais ampla que longa, cerca de dois terços tão ampla quanto o corpo. Focinho obtuso, truncado. Narinas, localizada no ponta do focinho. Espaço entre narinas levemente deprimido. Olhos grandes e proeminentes, anteroleterais. Região anterior do dorso com duas glândulas parecidas com um dente de tamanho moderado, e vários pequenos grânulos uniformemente distribuídos. Ele também possui uma glândula temporal marcadamente alargada, lisa. Barriga granular. Tímpano não visível. Dedos livres; um tubérculo grande em forma de pá na base do primeiro dedo (Cochran 1955). Uma grande e alargada glândula tibial. Um único tubérculo metatarsal interno em forma de pá modificado para escavação (Savage e Cei 1965). Coloração: superfícies dorsal da cabeça, costas e membros castanho, com áreas bege na cabeça e algumas áreas escuras nas costas e nos membros. Uma listra distinta amarela ao longo lados, correndo para baixo obliquamente a partir do nível da glândula paratoide em direção a virilha. Laterais da cabeça e lábio superior com manchas escuras regulares. Ventre amarelo com algumas manchas marrons. Garganta dos machos castanho chocolate escuro (Savage e Cei 1965). Girinos: No estágio 37 de Gosner, corpo globoso, ligeiramente achatado no lado inferior. Os olhos e as narinas dorsais. Corpo marrom escuro, com várias pequenas manchas escuras dorsalmente; ventre finamente pigmentado com preto, mas transparente. Musculatura caudal e nadadeiras fortemente pigmentadas com um nítido contraste entre áreas claras e escuras. Nadadeira dorsal maior que a ventral. Espiráculo sinistral direcionado para trás e para cima, tubo cloacal mediano, situado na parte inferior do corpo; papilas labiais bem desenvolvidas e lateralmente ao longo lábio inferior, uma fileira de papilas marginais, não dobradas lateralmente, gap dorsal presentes; LTRF 2 (2) / 3 (1); maxila superior e inferior finamente serrilhada (Savage e Cei 1965). O canto pode ser ouvido em Toledo et al. (2007). Lynch (1971) apresentou uma diagnose para o gênero com base em caracteres osteológicos.

Distribuição, Altitude, Habitat:
Odontophrynus cultripes é restrito à duas formações vegetais no centro-oeste e sudeste do Brasil, o Cerrado e a Mata Atlântica semi-decidual (Savage e Cei 1965). O. cultripes ocorre em Goiás, Distrito Federal, sudoeste do Rio de Janeiro, Minas Gerais, atingindo o norte de São Paulo a partir de 500 até 1.000 m s.n.m. Apesar de em outros lugares a distribuição de O. americanus e O. cultripes serem sobreposts, no estado de São Paulo, as duas formas não foram encontradas em conjunto, então admite-se que elas sejam alopátricas. Embora existam relatos dessa espécie na argentina e Paraguai, é pouco provável que esta espécie ocupe estas regiões (ver Cei 1980).

História de Vida, Abundância, Atividade e Comportamentos Especiais:
O. cultripes é uma forma fossorial e coloca uma massa gelatinosa de ovos no fundo de charcos e poças temporários, mas também pode se reproduzir em corpos d'água artificiais, como açudes com macrófitas flutuantes; o amplexo é axilar (Cochran 1955; Bastos et al. 2003). Esta espécie já foi regostrada com menor frequência nas proximidades de córregos flrestados com baixa turbulência (Silvano 1999; Pedralli et al. 2001). Cei (1980) observou reprodução em terreno molhado e pantanoso, perto de Belo Horizonte, como também notado por Cochran (1955). Silvano (1999) registrou esta espécie durante todo o ano, em seu local de estudo, composto por uma serra e zonas suburbanas no sul Minas Gerais, adicionalmente, o pico de atividade de vocalização ocorreu na época da seca. No entanto, o padrão reprodutivo parece variar geograficamente: Canelas e Bertoluci (2007) relatem que a reprodução de O. cultripes esteve associada ao início da estação chuvosa, em uma área de Mata Atlântica no centro de Minas Gerais. Contrastando com os dados desses autores, Giaretta et al. (2008) registraram a reprodução de O. cultripes ocorrendo em ambos os períodos secos e chuvosos, no sudoeste de Minas Gerais, uma área de transição entre o Cerrado e Mata Atlântica Semi-decidual, o que concorda com os dados de Silvano (1999).

Tendências e Ameaças:
A sua distribuição geográfica está dentro de áreas protegidas, como o Parque Estadual Nova Baden, em Lambari-MG, Parque Municipal das Mangabeiras, em Belo Horizonte-MG, RPPN Santuário do Caraça, em Santa Bárbara-MG, Estação Ecológica do Tripuí, em Ouro Preto-MG, APA da Serra de São José, em Tiradentes-MG, e a Floresta Nacional de Silvânia, em Silvânia-GO. Esta espéccie é localmente abundante ao longo da sua distribuição (ver Nascimento 1991 e Silvano 1999). População estável.

Relação com o Homem:
Odontophrynus cultripes foi registrado em grande abundância em áreas suburbanas (Silvano 1999) e pode até mesmo morar perto de habitações humanas (pers. obs.).

Observações:
O número diplóide é igual a 22 (Savage e Cei 1965).

Referências:
A lista de literatura citada encontra-se no fim do resumo em inglês.

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Escrito por: Diogo Borges Provete, Departamento de Zoologia e Botânica, Universidade Estadual Paulista-SP (UNESP), Brasil, 2008-11-29
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Citation: AmphibiaWeb. 2019. <http://amphibiaweb.org> University of California, Berkeley, CA, USA. Accessed 18 Sep 2019.

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