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Vitreorana uranoscopa
Humboldt's Glass Frog, perereca-de-vidro, pererequinha-verde de ventre transparente com focinho espatulado
family: Centrolenidae
subfamily: Centroleninae

© 2018 Mauro Teixeira Jr (1 of 19)

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Conservation Status (definitions)
IUCN (Red List) Status Least Concern (LC)
CITES No CITES Listing
Other International Status Least Concern (LC).
National Status Not listed (http://www.mma.gov.br/port/sbf/fauna/index.cfm)
Regional Status Rio Grande do Sul: Vulnerable, Paran�: Data Deficient, S�o Paulo: Probably endangered, Rio de Janeiro: Endangered

   

 

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Descri��o:
"Vitreorana" uranoscopa � uma pequena r�-de-vidro (CRC 19,5 - 25,8 mm). O focinho � arredondado em vista dorsal e espatulado, truncado em vista lateral, com uma franja no l�bio superior; os dentes vomerinos s�o ausentes. Olhos dirigidos para o frente, localizados dorso-lateralmente. Narinas quase terminais. O t�mpano � pequeno e coberto emcima, distinto visto de baixo, cerca de � do di�metro ocular. Machos com um �nico saco vocal, e fendas vocais. Os dedos do p� s�o truncados e os discos s�o maiores do que t�mpano; uma excresc�ncia granular na face interna do polegar. Tub�rculo subarticular distinto e �nico. Um pequeno tub�rculo metatarsal interno. Uma prega distinta no antebra�o. Dorsal liso ou muito pouco granular; barriga lisa com ventral pele transparente atrav�s do qual os �rg�os internos s�o vis�veis. Ornamenta��o cloacal intrincada envolvendo tub�rculos esmaltado, pregas. Os ossos s�o verdes em vida (Taylor e Cochran 1955; Cei 1980, Heyer 1985; Heyer et al. 1990; Cisneros-Heredia e McDiarmid 2007). Cisneros-Heredia e McDiarmid (2007) forneceu uma breve vis�o da morfologia interna. Os girinos s�o t�picos de riachos onde s�o encontrados enterrados no folhedo, lama, gravetos e areia no fundo do c�rrego, geralmente perto de �guas turbulentas. O aparelho bucal � anteroventral, disco oral emarginado, LTRF 2 (2) / 2, 2 (2) / 2 (1) ou 2 (2) / 3, dent�culos muito pequenos, fileiras muitas vezes incompletas. Fileira de papilas �nica. O corpo � ov�ide em vista dorsal com uma cauda estreita e muscular. Nadadeiras baixas, origem da nadadeira dorsal na jun��o corpo-cauda. Os olhos e narinas dorsais e muito pequenas. Espir�culo sinistral, na metade da parte lateral do corpo. Comprimento no Gosner 41: 46,7 mm. A cor da vida varia de vermelha claro a amarelado (Heyer 1985; Altig e McDiarmid 1999). O canto de an�ncio foi descrito por Heyer (1985) e pode ser ouvido em Haddad et al. (2003). O canto � dado esporadicamente; dura��o 0,04-0,1 s. Freq��ncia dominante entre 4500-5000 Hz, 3-6 pulsos por nota.

Distribui��o, Altitude, Habitat: br>H. uranoscopum vive associado a c�rregos com baixa corredeira em matas (ou pr�ximo de quedas d'�gua) em matas prim�rias, sendo menos comumente encontrados em matas secund�rias e �reas abertas. A esp�cie � distribu�das ao longo da Floresta Atl�ntica (Mata Atl�ntica Semi-decidual, Floresta Ombr�fila Mista e na Floresta Ombr�fila Densa) na Serra do Mar e na Serra da Mantiqueira nos Estados do Esp�rito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, S�o Paulo, Paran�, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e no Leste do Brasil, e na Prov�ncia de Missiones, na Argentina at� 1200 m (Heyer 1985; Carvalho-e-Silva et al. 2008).

Hist�ria de Vida, Abund�ncia, Atividade e Comportamentos Especiais: "Vitreorana" uranoscopa vive no interior de florestas perto de pequenos c�rregos com fundo rochoso. Machos vocalizam durante a noite em vegeta��o baixa (a partir de 150 cent�metros at� 2,5 m acima do solo) e arbustos na esta��o chuvosa de agosto a janeiro (Heyer et al. 1990), ou de novembro a mar�o, de acordo com Bertoluci and Canelas (2007), que notaram uma acentuada evid�ncia de reprodu��o em dezembro (Cerezoli 2008), portanto, sendo uma esp�cie de reprodu��o explosiva. Esta esp�cie coloca uma �nica camada de alguns poucos ovos (geralmente 29-32) diretamente sobre a superf�cie superior de folhas penduradas acima de c�rregos, os girinos caem e continuam o seu desenvolvimento (25 Modo de Haddad e Prado 2005; Izecksohn e Carvalho-e-Silva 2001). Os adultos freq�entemente ocorrem em baixas densidades, normalmente um por 500m de riacho, com um pico de abund�ncia de quatro machos vocalizantes (Canelas and Bertoluci 2007). Lucas et al. (2008) registrou cinco indiv�duos na �poca reprodutiva ao longo de 100 m numa floresta fluxo na regi�o central do Rio Grande do Sul. Hartmann et al. (2005) relataram a presen�a de sinaliza��o visual nesta r�. Machos levantam os membros, aparentemente realizado este comportamento para defender territ�rio e, logo, evitando combates f�sicos, como visto em outros t�xons de Centrolenidae. Em dois munic�pios do sudeste do Brasil V. uranoscopa e H. eurygnathum co-ocorrem, mas de acordo com Heyer (1985) existe uma diverg�ncia no uso de ambiente entre estas r�s, sendo H. eurygnathum encontrados em riachos e corregos estreitos, enquanto V. uranoscopa encontra-se nos mais amplo. Esta proposta precisa ser confirmada.

Tend�ncias e Amea�as:
Sua distribui��o est� dentro de �reas protegidas, como o Parque Nacional da Serra da Bocaina, S�o Jos� do Barreiro-SP, Parque Estadual da Serra do Mar, Ubatuba-SP, Parque Estadual de Caetetus, na G�lia-SP, Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro-RJ, Reserva do Patrim�nio Natural Serra do Cara�a, em Catas Altas-MG, Reserva Rio das Pedra, em Mangaratiba-RJ, RPPN Salto Morato, em Guaraque�aba-PR, Parque Estadual Mata dos Godoy, em Londrina-PR, Floresta Nacional de Chapec�, em Chapec�-RS,. Uma an�lise recente n�o detectou infec��o pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis (Carnaval et al. 2006). Existem relatos de decl�nio popula�ional nos arredores do Rio de Janeiro (Izecksohn e Carvalho-e-Silva 2001), mas n�o houveram levantamentos cont�nuos na �rea, ent�o esta informa��o pode n�o refletir a situa��o real (Eterovick et al. 2005).

Refer�ncias:
A lista de literatura citada encontra-se no fim do resumo em ingl�s.

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Escrito por: Diogo Borges Provete, Departamento de Zoologia e Bot�nica, Universidade Estadual Paulista-SP (UNESP), Brasil, 2008-01-10
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Citation: AmphibiaWeb. 2020. <http://amphibiaweb.org> University of California, Berkeley, CA, USA. Accessed 3 Aug 2020.

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